02 setembro, 2013

esquina

ando cansada de andar armada,
em cada esquina o perigo
preferia muito mais ser amada,
em cada esquina um abrigo

01 setembro, 2013

Dentro de mim e escrava de mim mesma
presa nas escolhas que fiz,
destino que é tanto história de identidade
quanto prisão condicional

E o que mais seria eu de verdade
senão as pegadas que deixei espalhadas,
os rosto que fiz sorrir e chorar
e as marcas isso tudo deixou em mim?

Tempo que é lar e monstro
tudo que conheço e onde mora
cada lembrança de que vivi
seja ela triste ou feliz

o es-tó-pimm!

Essa intransigência do tempo
essa insignificância de ser
como mudar uma história de anos?
um jogo tão forte de poder

não há espaço para existir,
para que se construa
há que primeiro que desconstruir,
há que derrubar tantos muros de berlim

cadeados e correntes para se partir,
tantos portões ainda irão cair
quando de largada, puder se ouvir o estopim