Não lembro exatamente quando descobri que a carne do meu prato já tinha sido um boi, mas lembro do choque que levei. A atual forma em que vivemos e que tratamos a nossa comida dá uma errada visão dela para nossas crianças, é como se nascesse no mercado e morresse na lixeira.
Infelizmente a realidade nunca é tão simples, nossa comida segue um longo caminho, um caminho maior do que da nossa boca ao estômago. A carne que nós comemos vem de animais anteriormente vivos. Não viveram uma vida como sua, pois nasceram e viveram da forma preferivel para seus donos que prezam a qualidade do PRODUTO.
Produto? Produto com VIDA.
Vida? Será que ele teve uma?
Esse produto depois de viver uma vida vegetativa, morre, vai até o tal conhecido mercado, é comprado, preparado, ingerido.. e assim termina sua vida de cão.
Vida de cão? NÃO, pois o seu cão é tratado como um rei, amado, adimitindo seus sentimentos, e se ele morrer você vai chorar, e depois de morto você não vai come-lo, pois ora bolas, você não é tão cruel assim..
"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo." (Clarice Lispector)
28 outubro, 2008
22 outubro, 2008
Sonhei que viviamos em paz. Sem corrupção, sem guerra, sem sofrimento, sem fome, sem tristeza..
Sonhei que viviamos sem leis, mas o conhecimento da coisa certa, nos levava realmente a agir corretamente. Não existia preconceito, não existia violência. As pessoas simplismente entendiam que tais coisas não a levariam a nada, elas amam-se, respeitavam-se.. e pode parecer glichê, mas elas eram simplismente FELIZES.
é, aí...
aí eu acordei.
Sonhei que viviamos sem leis, mas o conhecimento da coisa certa, nos levava realmente a agir corretamente. Não existia preconceito, não existia violência. As pessoas simplismente entendiam que tais coisas não a levariam a nada, elas amam-se, respeitavam-se.. e pode parecer glichê, mas elas eram simplismente FELIZES.
é, aí...
aí eu acordei.
19 outubro, 2008
Nosso trapezio irregular
Somos cinco, somos quatro, somos um
Cada um com seu grito, seu calar, sua história
Cada um a procura da própria glória
Andando sem destino para lugar nenhum
Em certa hora nossos caminhos se encontram
Qualidades, defeitos, ideais, pensamentos
E numa insana troca de conhecimentos
Informação e sentimentos se cruzam
E entre nossas relações inter-relacionadas
Sentimentos confusos, ações impensadas
A verdade não é mais tão importante
Somos todos amigos, todos amantes
Não nos resta mais nada tentar
Estamos presos, nesse trapezio irregular
Cada um com seu grito, seu calar, sua história
Cada um a procura da própria glória
Andando sem destino para lugar nenhum
Em certa hora nossos caminhos se encontram
Qualidades, defeitos, ideais, pensamentos
E numa insana troca de conhecimentos
Informação e sentimentos se cruzam
E entre nossas relações inter-relacionadas
Sentimentos confusos, ações impensadas
A verdade não é mais tão importante
Somos todos amigos, todos amantes
Não nos resta mais nada tentar
Estamos presos, nesse trapezio irregular
18 outubro, 2008
Gelo
Como entender-te?
Confuso, vazio.
Indiferente, frio.
Não quero te ver.
Quero estar junto a ti.
Quero sentir você sorrir.
Não quero carinho.
Ser só uma companhia,
Quero amor, melodia.
Quero abraços, beijos, sonhos
Quero amores, paixões, encontros.
Quero você de bobeira, você sem besteira.
Confuso, vazio.
Indiferente, frio.
Não quero te ver.
Quero estar junto a ti.
Quero sentir você sorrir.
Não quero carinho.
Ser só uma companhia,
Quero amor, melodia.
Quero abraços, beijos, sonhos
Quero amores, paixões, encontros.
Quero você de bobeira, você sem besteira.
06 outubro, 2008
Soneto do abandono
Toda liberdade que um dia desejei
caminha na direção contrária
ela se foi, eu a deixei
como se não me fosse necessária
Todo o amor que um dia quis
agora é compaixão e dó
Me vejo triste e infeliz,
Eu só escrevo, e escrevo só
E as rimas pobres que me restam
Sonetos, que de nada prestam
Abandonam o meu poder
E da esperança que me restava,
entre todas as coisas que mais gostava,
só restam cinzas.. não resta nada.
caminha na direção contrária
ela se foi, eu a deixei
como se não me fosse necessária
Todo o amor que um dia quis
agora é compaixão e dó
Me vejo triste e infeliz,
Eu só escrevo, e escrevo só
E as rimas pobres que me restam
Sonetos, que de nada prestam
Abandonam o meu poder
E da esperança que me restava,
entre todas as coisas que mais gostava,
só restam cinzas.. não resta nada.
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