06 outubro, 2008

Soneto do abandono

Toda liberdade que um dia desejei
caminha na direção contrária
ela se foi, eu a deixei
como se não me fosse necessária

Todo o amor que um dia quis
agora é compaixão e dó
Me vejo triste e infeliz,
Eu só escrevo, e escrevo só

E as rimas pobres que me restam
Sonetos, que de nada prestam
Abandonam o meu poder

E da esperança que me restava,
entre todas as coisas que mais gostava,
só restam cinzas.. não resta nada.

Um comentário:

Jessyca Simões disse...

ja li varios sonetos de escritores
famosos e muito bons,porém o seu
foi lindo o muito expressivo.
imagino o quanto vc goste de se comunicar.
=)