"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo." (Clarice Lispector)
17 outubro, 2012
Estava deitada em sua cama com os olhos voltados para janela, observava o céu escuro como um tecido negro estendido do lado de fora. Não sentiu o vento bater e mesmo que por pouco tempo esvaziou a mente por completo como que numa meditação. Sentiu a irrealidade da vida, essa falta de sentido que estamos sempre tentando ignorar. Tentou. Tentou pensar no dever de casa, no livro que estava lendo, na profissão que gostaria de ter, na fome que sentira, nos gostos que agradavam. Nada. Nada. Nenhum sentido existe em viver, e por mais que realize em vida, nenhum sentido qualquer feito fará após a morte. Rezou para esquecer tal pensamento, mas não acreditava em suas próprias palavras quem dirá num deus que não conhece. Queria iludir-se de novo mas não podia mais.
Crianças não têm motivos pra chorar. Era o que me dizia.
O que é isso que me faz chorar então? Será que não sou criança? Era o que eu pensava.
Isso não é normal, mas também não a preocupa.
Apenas pare e esqueça.
Chorona!
Ninguém podia gritar ou reclamar e eu caia em lágrimas, me sentia envergonhada por chorar, não posso chorar, não existem motivos para o tal. Quem sou? O que sou? Porque sou?
O que é isso que me faz chorar então? Será que não sou criança? Era o que eu pensava.
Isso não é normal, mas também não a preocupa.
Apenas pare e esqueça.
Chorona!
Ninguém podia gritar ou reclamar e eu caia em lágrimas, me sentia envergonhada por chorar, não posso chorar, não existem motivos para o tal. Quem sou? O que sou? Porque sou?
29 agosto, 2012
(Des)ilusão
Não há sentimento, ação ou razão que preencha o vazio. Não é amor nem ódio, não é fúria ou calmaria, não é nada. Não é. Não vejo motivos pra continuar, nem para parar, vivo por inércia, apenas porque já nasci e por algum motivo obscuro ainda não morri. Estou aqui, e não quero saber como, me diga o porquê! Preencha-me de certezas porque as dúvidas não me preenchem. Empurre-me, ou me pare. Acelere. Desacelere. Desligue-me! Já não aguento o "stand by".
22 março, 2012
recolhe-me
Olhe para mim, estou em pedaços mas sobrevivi!
Eu não entendo, não quero viver assim, estou em pedaços e sobrevivi!
Eu não entendo, não quero viver assim, estou em pedaços e sobrevivi!
Você acha que quando quebrar-se vai juntar os pedaços e seguir. Mas eu não segui.
Eu estou em pedaços e estou aqui.. bem onde cai.
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