21 setembro, 2008

morte


Obs: Texto velho, com uma minuscula adaptaçãozinha.


'A morte fria, caminha ao meu lado e eu não sei em que esquina ela vai me beijar...'


O pior de pensar em morrer é saber que por mais que pense nenhuma resposta será encontrada, nenhuma pista ou vestigio, a morte é fria e cautelosa por isso nunca deixa rastros. Ahh, e vivemos planejando o futuro, montando a maquete das nossas vidas em cima de passos incertos, investimos 20 anos de estudo num futuro que não sabemos se virá, montamos poupanças para comprar coisas que não sabemos se chegaremos a realmente ter e se tivermos se usaremos. Voltando como sempre a minha espiritualidade mal resolvida, penso que talvez seja por isso a necessidade de se apegar a uma vida após a morte, porque pensar que simplismente acabou não deve ser fácil, imaginar que tudo que construiu já não importa. E depois que se morre tanta coisa que construiu, todas as pistas de que passou por essa terra são apagadas.

Não quero que comigo seja assim, não quero construir uma vida, lutar por nobres ideais, morrer ridiculamente e ser apagada como uma simples pegada na areia fofa, escreverei meu nome numa pedra grande e a fixarei-a no lugar mais importante para mim, o coração daqueles que amo porque sei que nem a própria eternidade seria capaz de apagar este sentimento tão curioso que é o amor.

Um comentário:

Ana Carolina Maia disse...

laís será uma pedra no meu coração (yn)

faça algo verdadeiramente memorável e jamais será esquecido;